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Maria Olímpia de Obaldia
Panamenha (1891- 1985)
Nasceu em Dolega. Provincia de Chiriquí, em 9 de setembro de 1891.
Foi professora de escola primária até 1918, quando se casou com
Don José de Obaldía. É a máxima representação feminina dos poetas
de inicio da república. Sua aparição veio seguida de inusitado êxito.
Suas poesias não seguem nenhuma escola, nem seguem as regras. O que
não é de estranhar. O modernismo, e a María Olimpia não podemos situara
fora da órbita modernista, mais que escola foi clima, ambiente dentro do
qual proliferaram poetas das mais diversas linhas. Não pertenceu a nenhuma
escola, porem é dona de seu ofício, conhece o segredo da artesanía poética.
De outra maneira não é possível explicar a ponderação de seu verso,
e o equilíbrio de sua melhor poesia.
Na Antologia de Panamá, de Demetrio Korsi, de 1926, diz :
"Poetisa de arte sencillamente delicado. Reside en el interior de la
República, en David, repartiendo su cariño entre su esposo y sus hijos."
Faleceu na Ciudade de Panamá em 14 de agosto de 1985 e, de acordo com
seu desejos, foi sepultada em sua terra natal, Dolega, en Chiriquí.
Obras:
“Orquídeas” (1926)
“Breviario Lírico”
“Parnaso Infantil”
“Post Umbra”
Mi corazón el tuyo presentía;
buscaba tu alma mi alma soñadora,
y te esperaba al despertar la aurora
y te llamaba cuando el sol moría.
Tu alma acudió al reclamo de la mía,
y el esquife de amor, con rara prora,
hacia la playa de la dicha mora
las llevó bajo el sol que sonreía.
Juntas habitan esa tierra hermosa,
y unidas seguirán, aunque celosa,
la Muerte, con crueldad, de ti me aparte,
pues, cuando a solas, llores mi partida,
en una estrella mi alma convertida,
por escalas de luz vendré a besarte...
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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