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Manuel Acuña
(1849 – 1873)
"A Uma Flor"
Tradução de J G de Araujo Jorge
Por que, quando a corola se entreabria
tonta de luz, e num deslumbramento,
já pendias cansada e sem alento
nesse ar precoce de melancolia?
Não vês, acaso, que esta sombra fira
que escurece o azul do firmamento
é uma nuvem somente, e ao vir do vento
surgirá novamente a luz do dia?
Ergue-te pois, feliz e alegre no ar!
tua viva corola não entrega
à tristeza que a tenta desfolhar...
Não afrontes o sol ó flor tão linda!
Que esta sombra que passa e que te cega
é sombra apenas... não é noite ainda!
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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