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Manuel Acuña
(1849 – 1873)
Poeta mexicano, nasceu na cidade de Saltillo, Coahuila, em 27 de agosto de 1849.
Viveu em uma época em que a sociedade mexicana era dominada por uma
intelectualidade filosófico-positivista, e de uma tendência romântica
Sobre uma de suas poesias, “Ante um Cadáver” (1868), uma elegia a morte de
seu companheiro e amigo Eduardo Alzúa, escreveu Menendez y Pelayo:
“É das mais vigorosas inspirações com que se pode honrar a poesia espanhola
de nosso tempo.” Sua obra “Nocturno a Rosario” obteve uma extraordinária
popularidade em toda América.
Aos 24 anos de idade, quando aparentemente tudo corria bem, Manuel Acuña
trunca sua vida em 6 de dezembro de 1873 ingerindo cianureto de potássio.
O que o levou ao suicídio é um segredo que levou para a tumba mas, dizem
que Rosario de la Pena, a mulher que esteve mais intimamente ligada a seus
últimos anos, e que foi o grande amor de sua vida, pesou tanto em seu
ânimo que muito teve há ver com sua trágica morte.
O cadáver do poeta, de cujos olhos fechados, dizem, estiveram
brotando lágrimas, segundo ele mesmo havia antecipado:
"como deben llorar en la última hora
los inmóviles párpados de un muerto"
Foi velado por seus amigos na Escola de Medicina, e sepultado no dia
10 de dezembro no Cemitério del Campo Florido, com a presença de
representantes das sociedades literárias e científicas.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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