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Justin Lhérisson
Haitiano - (1873-1907)
"Amor de Bucaneiro"
Tradução de Fernando Torquato Oliveira
Eu não quero saber o que foi seu passado:
- virgem de corpo e de alma, ou tonta mariposa,
a mim, que importaria? Aceito-a por esposa.
E o que digo não vem de um momento impensado.
É freqüente a ventura emergir do ignorado:
na vaga da ilusão tudo esplende e repousa.
Nada quero saber, pois almejo uma cousa...
- a esperança a cantar sob um sonho velado.
Mulher! quem quer que seja, aceito-a no meu lar!
Por um beijo de amor unamo-nos num par,
que a natureza supre a ausência do Senhor!
Entre!... Mas tenha em mente o acordo deste instante!
O leal Bucaneiro, agora seu amante,
mata-la-á sem dó, se trair seu amor.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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