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Luis Carlos López
(1879-1950)


Poeta e jornalista nascido em Cartagena, em 11 de junho de 1879,
morreu na mesma cidade, em 30 de outubro de 1950.

Luis Carlos Bernabé del Monte Carmelo López Escauriaza foi apelidado
"el Tuerto", porque era vesgo. Filho de Bernardo López Besada, notário
público e comerciante, e de dona Maria de la Concepción Escauriaza
Iriarte; era o mais velho de onze irmãos.

Fez seus estudos secundários nos colégios La Esperanza e Araújo, de
Cartagena; cursou desenho e pintura na Escola de Bellas Artes. Obteve
o título de bacharel na Universidade de Cartagena e ali iniciou estudos
de medicina, interrompidos pela Guerra dos Mil Dias, quando esteve
preso pelo exército conservador. Em 1909 contraio matrimonio com
Aura Marina Cowan Tono, com quem teve três filhos. Passou muitos
anos administrando o negócio paterno, o armazém López Hermanos. Até
sua morte, foram poucas as vezes que abandonou sua cidade natal.
Fundou em 1915 o periódico “La Unión Comercial”, que circulou durante
um ano e meio. Foi também, colaborador das revistas literárias “Líneas
y Rojo y Azul”, e do periódico “La Juventud”, onde publicou seus
primeiros poemas, e posteriormente de “La Pátria”, em 1920.
Luis Carlos "el Tuerto" López esteve profundamente vinculado aos círculos
inteletuais e literários de Cartagena. Freqüentava as tertúlias de “El
Bodegón” e “Casanalpe”. Em sua vida e em sua obra o humor cáustico
foi una constante, ele mesmo se definia como «bisoño y medio cínico»,
«conmovido por dentro y burlón por fuera». "El Tuerto" López é
considerado um poeta pós-modernista. Seus versos são uma crítica ao
modernismo e ao romantismo. Disse Germán Espinosa: «Su humor, al
tiempo amargo y risueño, fue en cierto modo una reacción contra
aquello que en el modernismo había de joyería falsa». Atualmente sua
obra tem sido traduzida para diversos idiomas e é admirada em todo o
mundo por seu caráter irreverente.

Luis Carlos López morreu em Cartagena sua cidade natal aos 71
 anos vítima de complicações cardíacas. Cartagena lhe dedicou um
monumento inspirado em seu poema dedicado "A mi Ciudad Nativa":

obras:
De mi villorrio, Posturas difíciles, Varias a varios,
Por el atajo, Barrio holandés, Mientras llueve,
Poesía americana, Apuntes callejeros,
A un perro, Medio ambiente, Noche señera,
A mi ciudad nativa, Brindis, Día de procesión,
Noche buena, Serenata, A un bodegón, A Satán,
A un  amigo.

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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