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" - Soneto - "
Guillermo Valencia
(colombiano
- 1873-1942)
Tradução de
J G de Araujo Jorge
Que te amei, sem rival, bem que o sentiste,
e bem sabe o Senhor; nunca se liga
a hera errante à floresta quieta e amiga
como ao teu ser se uniu minha alma triste.
Em meu viver, o teu viver persiste
como o doce rumor de uma cantiga
- a lembrança do amor é que mitiga
o luto, e ao duro tempo ainda resiste.
Diáfano manancial que não se esgota,
vives em mim, e à minha vida austera
teu frescor se mistura gota a gota;
palmeira foste, num deserto a arder,
no meu pélago amargo - uma gaivota!
E em mim só morreras quando eu morrer!
obs. Este soneto encontra-se gravado na sepultura que
guarda os restos mortais da esposa do poeta, em Popayán.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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