jg_top2.gif (4392 bytes)



*****************************************


Ricardo Jaimes Freyre
(1868 – 1933)
Poeta, professor, ensaísta e historiador, nasceu em Tacna, Perú, em 1872,
filho de Julio Lucas Freyre, oriundo de Potosí, Cônsul da Bolívia e de
Carolina Freyre, grande escritora peruana.

É considerado um dos próceres do movimento modernista das letras bolivianas.
Artista original, criador de ritmos novos. Fulgurante personalidade da América
espanhola. Iniciador do Modernismo que, de América, repercutiu na Espanha.
Fundou com Rubén Darío a Revista de América em Buenos Aires.
Seu estudo "Leyes de la versificación castellana" serviu de orientação para
toda uma geração de poetas. Professor na cidade de Tucumán, é hoje considerado
ao lado de González Prada como um dos chefes da renovação literária em sua pátria.

Bolivia e Argentina compartilham da gloria deste artista augural, que abriu as
portas da poesia hibérica do presente. Foi com sua voz orquestral com sonoridades
de bronze e qualidades de seda, dominador magistral da idéia e da retórica que
manejou tanto formas intemporais, como universais.

Morreu em 1933 e seus restos descansam em Potosí, Argentina.

Obra: "Castália Bárbara", "Los sueños son Ia vida", e outros.

"Siempre..."

Peregrina paloma imaginaria
que enardeces los últimos amores;
alma de luz, de música y de flores
peregrina paloma imaginaria.

Vuela sobre la roca solitária
que baña el mar glacial de los dolores;
haya, a tu paso, un haz de resplandores
sobre la adusta roca solitaria...

Vuela sobre la roca solitaria,
peregrina paloma, ala de nieve
como divina hostia, ala tan leve

como un copo de nieve; ala divina,
copo de nieve, lirio, hostia, neblina,
peregrina paloma imaginaria...

De Castalia Bárbara

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


*****************************************


Home