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Leopoldo Lugones
( 1847-1938)
Poeta, ensaísta e narrador argentino, nasceu em Córdoba em 13 de junho de 1874,
e se suicidou em um quarto do hotel “El Tropezón”, numa ilha do Tigre (próximo de
Buenos Aires) em 18 de fevereiro 1938. Sua constante oscilação entre os extremos
opostos em qualquer âmbito da vida (político, cultural, literário, etc.) ficaram
plasmados na riqueza e variedade de sua obra poética, considerada como uma das
que mais influenciaram as gerações posteriores de poetas hispano-americanos.
Em sua atividade profissional, Leopoldo Lugones desempenhou diferentes cargos
como inspetor de ensino normal e secundário em seu país natal, onde também
ocupou o cargo de diretor do suplemento literário do diário “La nación”, de Buenos
Aires. Também trabalhou alguns anos como bibliotecário do “Consejo de Educación”.

Como poeta, Leopoldo Lugones apareceu no panorama literário argentino com o
poema “Los mundos” (1893), que passou praticamente despercebido. Quatro anos
depois surpreendeu gratamente a críticos e leitores com uma segunda entrega lírica
intitulada “Las montañas de oro “(1897), uma combinação de versos (tanto livres
como sujeitos a métrica tradicional) e prosas poéticas que em seguida foi catalogada
como um dos melhores poemas das Letras argentinas do final do século
XIX. Posteriormente, acrecentou dois novos livros :”Los crepúsculos del jardín”
(1905) e “Lunario sentimental” (1909). Em ambos se respira uma atmósfera refinada
e decadente, plena de languidez e elegância modernistas, dentro de uma corrente
estética claramente influenciada pela criação de Rubén Darío. Leopoldo Lugones
também viajou pela Europa e residiu durante um tempo em Paris, onde se
impregnou com as modas literárias do momento, marcadas pelo legado dos poetas
parnasianos e simbolistas.
Apesar de ter-se tornado uma das mais destacadas figuras do modernismo universal
com os três últimos títulos citados, a partir de 1910 Leopoldo Lugones mudou sua
forma poética para concentrar-se em uma exaltação de sua terra e suas gentes, e,
inspirada na poesia de Virgilio, veio a luz “Odas seculares” (1910). Posteriormente,
os assuntos cotidianos, se converteram no objeto de sua seguinte entrega poética,
intitulada “El libro fiel” (1912), obra a que seguiram
outros poemários como “El libro de los paisajes” (1917), “Las horas doradas” (1922)
e “Romancero” (1924). Ao final de sua trajetória poética, Lugones se dedicou ao
cultivo de una poesía narrativa, plasmada em seus dos últimos livros: "Poemas
solariegos" (1927) e "Romances del Río Seco" (que veio a luz, postumamente, em 1938).

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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