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Juan Carlos Dávalos
(1887- 1959)

"O Lar"

                                                     Tradução de J. C. Almeida Cousin

Lembras-te? Ao nos casar nem sonhamos que havia
um destino divino escondido no amor.
Tão egoístas! Talvez nossa filosofia
nos enchesse, afinal, a existência de dor.

Porém o tempo encheu de bulha e de alegria
a casa, que era imensa e erma para nós dois;
-não temos, eu nem tu, sossego em todo o dia,
com os diabretes que Deus nos outorgou depois.

Cinco! Estou derrotado! A cambadinha louca
-não somente me toma os beijos em tua boca,
como me faz, até, ciúmes do teu amor...

Mas tu, mãezinha, tu, que sabes destas cousas?
Dás filhinhos, assim como um rosal dá rosas,
e me alegras á vida, ó meu rosal em flor!

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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