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Guido Cavalcanti
(1255-1300)
"A Giovana"
Tradução de Martins Napoleão
Se eu peço a esta mulher que piedade
não seja avessa ao coração gentil,
dizes que sou desconhecido e vil,
desesperado e cheio de vaidade.
De onde te vem tão nova crueldade,
se a quem te vê não mostras ser hostil,
mas sensata e cortês, sábia e sutil,
e feita a modo de suavidade?
Minh'alma tímida e dolente chora
nos suspiros que estão no peito e, assim,
embebidos de lágrimas, vêm fora.
Parece então que um vulto de mulher
pensativa se curva dentro em mim
só para ver meu coração morrer.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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