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  Gabriele D'Annunzio
( 1863-1938 )
                                                                         
"Canção De Amores"
- Soneto –

                                                                       Tradução de Edmundo Moniz (Inédita)

Entoa o mar uma canção de amores
durante o plenilúnio à selva quieta.
Vejo descer do zênite os fulgores
animando a penumbra mais discreta.

Trás o vento gregal frescos olores
das marítimas águas de Impruneta.
E dou-me às fantasias e aos ardores
dos desejos nostálgicos do poeta.

E mais amante e generoso acento
ouço se alçar do mar. Sons cristalinos
de um lindo nome me repete o vento.

E se perde nos altos diamantinos
um fantasma de vôo manso e lento,
com olhos grandes, ternos e divinos.

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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