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William Shakespeare
( 1564-1616)
“Se Ao Bronze, À Rocha, À Terra ”
– Soneto LXV -
Tradução de Heitor P. Fróes
Se ao bronze, à rocha, à terra, ao mar imenso
vem da Morte o poder se sobrepor,
como pudera resistir-lhe - penso
a beleza, que é débil como a flor?
Como pudera a brisa do verão
deter o impacto destruidor dos dias,
se à ação do Tempo não resistirão
as portas de aço e as próprias penedias?
Ó dilema cruel: como esconder
do próprio Tempo a jóia mais formosa?
Como lograr seus ágeis pés deter,
preservando a beldade dadivosa?
Só gravando no peito o nome amado,
num milagre de afeto sublimado.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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