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Rupert Brooke

(1887-1915)

Nasceu em 3 de agosto de 1887. Já na escola, começou a revelar seus talentos
como poeta. Depois que se formou na faculdade - a famosa e tradicional
King's College, em Cambridge, Inglaterra -, foi convidado a ser um de
seus professores. Antes de aceitar o cargo, porém, resolveu fazer uma
viagem pelo mundo. Ele estava então com 26 anos, em 1913. Foi a Nova York,
Canadá, São Francisco, Nova Zelândia, até que resolveu visitar as ilhas da
Polinésia Francesa, no Oceano Pacífico. Na maior dessas ilhas, o Taiti,
conheceu uma bela nativa chamada Mamua, filha de um chefe local. Os dois
se apaixonaram e Rupert Brooke resolveu ficar morando com ela na ilha.
Sua coleção de poemas chamada The South Seas (Os Mares do Sul) foi inspirada
nos meses em que viveu no Taiti.
Depois de quase um ano, seu dinheiro acabou e, além disso, ele teve uma séria
inflamação, sendo obrigado a retornar à Inglaterra. Chegou a seu país em 5 de
junho de 1914. Não se sabe se tinha planos de voltar à ilha ou assumir seu
cargo na King's College, mas um fato novo veio mudar seus planos: a Primeira
Guerra Mundial. "Bem, se o Armagedom está aí, suponho que se deva ir para lá",
disse ele a seus amigos. No dia 15 de setembro estava se alistando na Marinha
como soldado. Lutou em algumas frentes de batalha e, durante a guerra, escreveu
seus poemas mais famosos.
Infelizmente, sua carreira - tanto como soldado como poeta - foi muito curta.
Em 23 de abril de 1915, somente sete meses depois de ter se tornado soldado,
morreu em decorrência de uma infecção, a bordo de um navio-hospital francês,
que estava na Grécia. Ele tinha apenas 28 anos.
Seu corpo foi enterrado lá mesmo, em Skiros, uma das ilhas gregas. Até hoje,
quem for lá verá uma cruz de madeira com seu nome, data de nascimento e morte.
A Inglaterra toda entristeceu-se com a morte prematura do poeta.
Até Winston Churchill escreveu um artigo elogioso ao poeta morto no jornal inglês
The Times. Rupert tornou-se um mito, um símbolo da juventude e dos talentos
perdidos na Primeira Guerra Mundial. Rupert Brooke ficou como símbolo da
juventude dourada inglesa mandada para aquela carnificina, a primeira e
última guerra democrática, em que graduados de Oxford e Cambridge e a massa
foram sacrificados nas mesmas trincheiras.



in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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