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Elisabeth Barrett Browning
1806-1861

“ As Minhas Cartas ! ”
- Soneto-

                                                             Tradução de Manuel Bandeira

As minhas cartas! Todas elas frio,
mudo e morto papel! No entanto agora
lendo-as, entre as mãos trêmulas, o fio
da vida eis que retomo hora por hora.

Nesta queria ver-me - era no estio -
como amiga a seu lado... Nesta implora
vir e as mãos me tomar...Tão simples! Li-o
e chorei. Nesta diz quanto me adora.

Nesta confiou: sou teu, e empalidece
a tinta no papel, tanto o apertara
ao meu peito, que todo inda estremece!

Mas uma... Ó meu amor, o que me disse
não digo. Que bem mal me aproveitara,
se o que então me disseste eu repetisse...

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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