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Elisabeth Barrett Browning
1806-1861
“Como Eu Te Amo”
- Soneto-
Tradução de Manuel Bandeira
Amo-te quanto em largo, alto e profundo
minh'alma alcança quando, transportada,
sente, alongando os olhos deste mundo,
os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
à luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me imundo
quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
ainda mais te amarei depois da morte.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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