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" Never More "

Paul Marie Verlaine
(1844 - 1896) 


Que me quer, que me quer esta saudade? O outono
fazia o tordo voar, no ar pesado de sono.
Já um sol sem calor, a tombar do áureo trono,
mal aclarava o bosque em frígido abandono.

Íamos sós os dois, sonhando - o pensamento
e os cabelos ao léu, voando ao sabor do vento.
E eis que ela, a me fitar, num enternecimento,
disse: "Qual foi na terra o teu melhor momento?"

- com a voz angelical de vibrações amenas.
Por única resposta eu lhe sorri apenas,
e beijei suas mãos brancas devotamente.

Os primeiros botões... Como são perfumados!
E que encantado som, que murmúrio atraente,
tem o primeiro sim dos lábios bem-amados!


Obs.: Esta mesma tradução é atribuída a dois autores:
a Edmundo Costa, na "Antologia de Poetas Franceses",
de Raymundo Magalhães Júnior, pág. 433, e a Onestaldo
de  Pennafort no volume 2, Poesia, da Coleção Jackson,
seleção de Ary Mesquita, pág. 332.



in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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