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"Mando-te um Ramo de Flores"
- Soneto Sem Número -
Segundo Livro de "Os Amores"
Segundo Livro de Sonetos para Helena
Ronsard
(1524-1585)
Paráfrase de Manuel Bandeira
Foi para vós que ontem colhi, senhora,
este ramo de flores que ora envio.
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora.
Meditai nesse exemplo, que se agora
não sei mais do que o vosso outro macio
rosto nem boca de melhor feitio,
a tudo a idade altera sem demora.
Senhora, o tempo foge... o tempo foge ....
Um dia morreremos, e amanhã
já não seremos o que somos hoje...
Por que é que o vosso coração hesita?
O tempo foge... A vida é breve e é vã ....
Por isso... amai-me... enquanto sois bonita.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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