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Pierre de Nolhac
( 1859-1936 )

"O Amor de Ronsard"
                                                  
Tradução de  Modesto de Abreu

                                          
Ronsard, ao envelhecer, vendo o declínio perto,
reconhecendo vãs as glórias passageiras,
desejou renunciar às paixões traiçoeiras
e ornar de casta flor seu túmulo deserto.

Sua Musa tendo dado e o coração oferto
a uma bela das mais gentis e alvissareiras,
seu estro consagrou-lhe em poesias fagueiras
e, nesse último amor, foi mais feliz, por certo.

Deixando a Corte falsa - almas ternas e unidas
-iam buscar o amor nas campinas floridas
- o amor, que torna a vida uma coisa eternal.

Vendo-a bela, cuidava o poeta, amargurado,
que envelhecia e o seu momento era chegado:
ela, porém, sorria, ao saber-se imortal!


in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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