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" O Colibri "
(2)
Leconte de Lisle
( 1842-1905 )
Tradução de Valentim Magalhães
O verde colibri, rei das colinas,
o orvalho vendo e o claro sol brilhar
em seu ninho, tecido de ervas finas,
qual raio fresco, evola-se pelo ar.
Voa ligeiro às fontes cristalinas,
onde a voz dos bambus imita o mar,
onde o açoká, de exalações divinas,
vermelho, se abre em úmido luar.
Pousa na flor dourada em que esvoaça,
e bebe tanto amor na rósea taça
que morre, sem saber se a esgotara!
Tal em teu lábio puro, ó bem-amada,
morrer também minha alma desejara,
no teu primeiro beijo perfumada!
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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