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"Por Onde Vão Teus Passos"
                                  Josephin Soulary 
( 1815-1891 )
                                                  
Tradução de  Durval Mendonça
                                    

Dos teus passos a trilha era a trilha dos meus.
Malgrado o céu em festa, o encanto do lugar,
vencido ali passei, sofrendo o rude adeus,
pesava-me na fronte a dor de recordar.

Aos pés de alta montanha, - agreste e escuro altar-
tão alta que pressinto a presença de Deus,
vejo a vereda em flor, um lago a emoldurar,
onde meu passo foi feliz seguindo os teus.

Ternamente, uma flor sussurrou-me baixinho:
"Sou memento do amor que o tempo não retém!"
E eu a beijei ardente em febre de carinho.'

Talvez a flor te espere a horas inquietantes;
meus beijos vai pedir-lhe ou dá-lhe os teus também,
mas deixa-a florescer no amor de outros amantes.

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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