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Henri Meilhac
( 1831-1897 )

" Soneto "
                                                  
Tradução de Francisco Otaviano
                                                                  

A Senhora me ordena que lhe faça um soneto,
poema pequenino e difícil por isso;
á ordem da soberana da beleza, submisso,
com este exórdio mesmo arranjei um quarteto.

Para o edificiozinho que é o poemeto
também não conviria um pórtico massiço.
Ora bem, não é pouco, se o poeta noviço
chega timidamente ao primeiro terceto.

Rematar sem amor os versos que uma dama
exigiu fora crime. Assim, é de razão
que o poeta se anime e confesse que a ama,

e como "chave de ouro", com discreta mão
a arte dos sonetos para o final reclama...
- Dê-me, Senhora, a chave que lhe abre o coração...

in
 J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana  -
Vol. III  - 1a edição 1966


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