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François Coppée
(1824-1908)
"Juramento"
Tradução de Valentim Magalhães
Oh! poeta, por que te deixaste encantar,
Se deviam roubar-te essa gentil criança,
E se o seu coração, cheio de confiança,
Não podia por ti viver a palpitar?
Que importa! Germinou à luz do seu olhar
Na minh'alma tristonha e que a existência cansa
O amor, que nos remoça e enche de esperança;
Por isso eu devo sempre a bendizer e amar.
Feliz ou infeliz, ser-lhe-ei fiel ainda!
Amarei minha dor, pois dela será vinda,
Dela por quem do seio os males arranquei.
Virgem, de cujo olhar cativam-me os encantos,
Se me fazes chorar, eu abençôo os prantos,
Se me deres a morte, - a morte abençoarei.
Dezembro - 1879.
(Rimário, 1900 )
Antônio Valentim da Costa Magalhães, jornalista,
contista, romancista e poeta, nasceu no Rio de
Janeiro, RJ, em 16 de janeiro de 1859 e faleceu,
na mesma cidade, em 17 de maio de 1903.
Membro fundador da Academia, criou a Cadeira nº 7,
escolhendo Castro Alves como seu patrono.
in
J G de Araujo Jorge,
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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