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" Rondel do Adeus"
Edmond Haraucourt (1857 - 1908)
Tradução Álvaro Reis
Partir... é morrer um tanto
aquilo que mais se adora!
Deixar em cada recanto
pedaços da alma, a toda hora...
É o luto que se deplora
de um voto ardente; é de um canto
a última estrofe sonora!
Partir... é morrer um tanto...
Do adeus supremo na hora,
quem parte, ao fundo quebranto,
semeia a sua alma que chora,
nas gotas frias do pranto,
em cada adeus, ao ir-se embora . . .
Partir... é morrer um tanto...
No original, "Rondei de L'adieu", o autor não deu ao
seu pequeno rondo a forma de soneto, mas de um poemeto
com doze versos (uma quadra, um terceto e um quinteto).
Pertence à obra: "L'ame nue", Paris, 1883, Fasquelle, Éditeur.
J G de Araujo Jorge,
in
"Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou"
Poesia Universal - Européia e Americana -
Vol. III - 1a edição 1966
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