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" Mar, Amor e Morte... "
Esse tédio cinzento... esse imenso vazio
sem nenhuma paisagem...
Esse vento do mar, de umidade, de longes
em que todo me encharco...
E eu a agarrar-me à vida
tremendo de frio,
- sem a coragem do comandante do navio
de afundar com o seu barco...
II
Vamos respeitar o amor... (Um dia, ele aconteceu...)
- pelo que tenha sido,
por tudo que lhe demos
ou... pelo que ele nos deu.
(Nem era para nós, difícil, o presságio...)
- Se nada resta fazer, se tudo está perdido,
que ele ao menos se salve
do nosso naufrágio...
( Poema de JG de Araujo
Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965 )
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