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" Manon "
Emilio Carrère
(espanhol, faleceu em 1947)
Magas pupilas de ouro, as veias, cor de anil
em tua mão de monja - um lírio de ilusão
és toda sonho e nardo, e em teu suave perfil
de dama do Trianon há uma nobre expressão.
Nada mais versalhesco: o teu porte gentil
- branca rosa de lis - é celeste visão!
Que fogo há na tua alma inquieta e sutil
que nos teus olhos põe tanta fascinação?
Quatorze versos dou-to e são flores, aos molhos;
quatorze rouxinóis para cantar teus olhos,
brancos cisnes, quatorze, à tua gentileza;
pra teus lábios beijar, quatorze abelhas de ouro,
e quatorze orações como salmos, em coro,
para a consagração de tua alva beleza.
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do
livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965)
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