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" A Imortalidade do Soneto  "
                                                               ( Minha homenagem a esta forma
                                                       fixa, eterna, de poesia. JG.)

  II
Soneto: como a fênix renascida
- mitológico pássaro da lenda -
no coração do poeta, a morte e a vida,
ressurges em onírica legenda.

A tua forma ideal foi concebida
para servir de preito ou de oferenda;
- flor de graça e mistério, recolhida
em que jardins suspensos? - canto e prenda.

Permaneces de pé, imorredouro,
como uma fênix, mas de penas de ouro
que num milagre eterno se recria,

sempre cantando, sempre renascendo,
queimada - mas os séculos vencendo –
para a glória do amor a da poesia!


(  Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV -  1a edição 1965 )


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