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" Serenidade "
( 1940 )
Cheguei enfim a essa serenidade
de quem sorri condescendente,
do homem que não pragueja, na vaidade
de impor aquilo que hoje pensa ou sente...
Desprezo a inútil religiosidade
e o fanatismo histérico de um crente...
Nem vestirei jamais a liberdade
nos dogmas de uma força onipotente!
Não afirmo mentiras nem me exalto,
toda verdade por mais forte é incerta
e não convenço por falar mais alto...
Libertei-me! E afinal concluí, na vida,
que a verdadeira voz que se liberta
não afirma nem nega... mas duvida!
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do
livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. II - 1a edição 1965 )
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