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"Doce é a Volta"



Às vezes penso, quando estou só: afinal doce é o instante
em que o barco lança a ancora ao fundo.

E apaga os fornos, e esvazia os conveses, e junto ao cais
estira o corpo pesado.

Afinal, doce é o instante em que as águas oleosas e
                                                  [mansas
nos envolvem e nos refletem, e pelas vigias abertas
          [vemos que
curvas amarras nos enlaçam.
Afinal, doce é a volta,
doce é a terra.


( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. II -  1a edição 1965 )


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