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"
Prisioneiro "


    Nunca tive ninguém para entender
o meu chorar... o sofrimento meu...
Alguém que suavizasse o meu viver
onde um resto de vida se perdeu...

Ninguém pôde jamais me compreender,
porque a minha alma estranha já nasceu...
Vivo sozinho dentro do meu Ser
no cárcere infinito do meu "eu"!. . .

Adoro esse Universo em que me abismo
quando encontro ao meu lado a solidão
na mesma cela onde a sofrer eu cismo...

Sou desse mundo à parte, prisioneiro!
E a prisão onde vivo, é uma prisão
em que o preso é o seu próprio carcereiro!...


( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. I -  1a edição 1965 )


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