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Adivinha-se   "


Quando tu passas, sob o teu vestido
na ousadia das formas
adivinha-se
- o desejo incontido,
- essa vontade,        
da carne que se sente prisioneira
e que arrogantemente se rebela
em ânsias de liberdade....

Adivinha-se o desejo
da carne que não tarda a ser mulher...
- da semente que quer romper o chão...
- da flor que abre a corola ao sol           
a esperan   
do louro pólen da fecundação!...


( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. I -  1a edição 1965 )


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