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" Supremo
Orgulho "
Nunca soube pedir...Nunca soube implorar...
Nasci, tendo este orgulho em minha lama irriquieta,
- há um brilho que incendeia o meu altivo olhar
de crente superior... de indiferente asceta...
Minha fronte, jamais, eu soube curvar
na atitude servil de uma existência abjeta...
Ninguém é mais que eu!... Ninguém... e este meu ar
de orgulho, vem da glória imensa de ser poeta...
Sou pobre - mas riqueza alguma há igul à minha,
- a mulher que eu amar terá a glória suprema
de um dia se sentir maior que uma rainha....
Terá a glória de saber o seu nome
perpetuado por mim nas estrofes de um poema,
desses que a História guarda e o Tempo não consome !
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)
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