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" Mosaico
"
Cada verso que escrevo, vez em quando
retalho-o da minha alma, e assim um dia
terei a colcha imensa da poesia
que com a agulha do ideal vou costurando...
Um verso... um outro mais... e enfim um bando
de versos, e a minha alma - quandiria?
- com os pedaços da minha fantasia
vai de novo em meus livros se formando...
É o jogo de paciência do meu sonho,
que vou fazendo aos poucos, muito em calma,
com as pedrinhas dos versos que componho...
Solto-os... E embora os deixe assim dispersos,
vou desenhando a imagem da minha alma
sobre o estranho mosaico dos meus versos !
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)
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