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" Fugitivo
"
Sou moço, eu sei... Mas já vivi bastante...
Para a vida acordei cedo demais...
- Vou seguindo no entanto sempre adiante,
nunca voltando o rosto para trás...
Muita vez me interrogo: - aonde tu vais
ó caminheiro, em teu destino errante?
- Mas vou sempre avançando... e avanço mais
vendo o caminho se alongar distante...
Fugitivo da minha própria vida,
- ando atrás da ilusão que não se alcança
para esquecer uma ilusão perdida...
E hei de atingir essa felicidade...
- sempre seguindo os passos da esperança,
e fugindo às passadas da saudade !
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)
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