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" Despertando "


Escancaro as janelas para o dia
nessa manhã de sol, quente e sadia,
em toda a sua intensa claridade...
E a alma da sombra é expulsa, ante a alegria
da luz que em jorros o meu quarto invade...
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E eu vendo luz... Pensei: -ah! Se eu pudesse
- essa minha alma tão sombria e triste,
abrir ao sol que lá por fora existe
dourando as cousas e tornando-as belas!...
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E fiquei a pensar:- ah! Se eu pudesse
abrir minha alma aos céus como as janelas!... 



(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)

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