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" Depois ... "


Há de ser desta vez... Dir-lhe-ei contente
todo este amor que no meu Ser se abriga,
e tomando-lhe as mãos bem docemente
relembrarei a nossa infância antiga...

E a dúvida que guardo e que a alma sente
hei de acabar dizendo: "minha amiga,
quero ouvi-la afinal sinceramente
sem recear ferir com o que me diga..."

Penso assim... E no entanto, quantas vezes
tenho-a encontrado, e inutilmente os meses
e os anos vão passando entre nós dois...

Basta vê-la... e em minha alma acovardada,
- já não sei nada, nem me lembro nada
e deixo tudo pra dizer depois!



(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)

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