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      " Ante A Estátua Do Soldado Desconhecido "



Lá está... a glória o ergueu em pedestais
sobre o preito fictício dos altares...
- é o símbolo daqueles que aos milhares
transformaram-se em hordas de chacais...

Mentiram-lhe palavras por ideais
e ele destruiu seu lar e os outros lares,
- deixou crianças chorando sem ter pais,
corpos sem vida em todos os lugares!

Muita vez, perguntou-se: - aonde tu vais?
E outra voz respondeu: - segue! Não pares!
- seguiu!. .. E ao fogo da metralha, e ao gás
rolou na terra e despencou nos ares...
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Hoje - naquela estátua se consome,
a própria história não guardou seu nome
e a glória azinhavrou seu falso brilho...

Vendo-o, no entanto, com que imensa dor:
- quantas noivas dirão: - é o meu amor!
e quantas mães murmurarão: - meu filho! . . .



(Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Bazar de Ritmos" 1a edição1935)

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