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" Última Página "
Daqueles instantes de morrer, em que eu
te tenho em meus braços, e eu perdido;
das lembranças que ficam rodopiando loucas
como folhas que o vento revolve, e eu revolvo;
dos meus turvos ciúmes sem razão, que nascem
como a hera a manchar de sombra os muros brancos
da nudez de teu corpo de assomos e encantos
que eu amo e colho em lances medievais de herói;
da solidão sem fundo em que afundo e me perco
quando estás não sei onde em que terras sem céu?
- deste amor que chegou para ser o começo
e esqueceu para trás qualquer rastro de sonho;
fiz este livro, trevo de quatro folhas, trevo
lírico e confidente, multipétala flor,
que em verdade só tu colherás...
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(Este livro que é só teu, e só teu... Que te devo
e pagarei com amor...
Oh! insignificante parcela, de tudo o que me dás!...)
( Poema de JG de Araujo Jorge
do livro" A Sós..." 1a ed. 1958 )
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