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" Noturno n.º 5 "
Estou vazio com um salva-vidas, sem vida,
flutuando
sobre o mar
Há um rádio não sei onde, acenando
uma alegria distante
e inútil
à minha angústia sem remédio.
A noite perdulária esbanja estrelas
e não percebe que me oprime,
eu, que não posso sorve-la ,
eu, que estou em solidão.
A lua é um exagero, e faz mal aos meus nervos,
golpeia a minha face para um duelo de amor
que ficará sem resposta.
( Poema de JG de Araujo Jorge
do livro" A Sós..." 1a ed. 1958 )
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