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" Córrego"
Vou comparar nossa vida
a um córrego.
Toda vez que to encontro, me sinto
como se rolasse em tumulto,
em redemoinhos.
Vou levado pelas águas, sem domínio
de mim mesmo,
e meu sangue rumoreja como as corredeiras
nas gargantas da serra.
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Duram tão pouco os momentos tranqüilos
no remanso de teus braços
quando estamos a sós...
Gostaria de deixar-me ficar a vida inteira
contigo,
a refletir a paisagem e o céu...
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Destino de córrego. Tenho que seguir, e cada despedida
é como uma queda de água onde me lanço
desesperado,
num gesto branco de adeus...
( Poema de JG de Araujo Jorge
do livro"A Sós..." 1a ed. 1958 )
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