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" Estranho Destino ..."
Ficará ressoando indefinidamente
no bronze de tua carne moça de adolescente
essa música infinita
que ainda às vezes escuto, e ainda às vezes me agita
na lembrança das horas distanciadas. . .
Eu fui no bronze vivo de teu corpo, o primeiro
som!
- o toque matinal e alvissareiro
das primeiras badaladas!
Que a tua carne morena, esplêndida e tropical
trouxe o estranho destino
musical
de um sino!
( J. G . de Araujo Jorge -
coletânea -
"Poemas do Amor Ardente" 1a ed.1961)
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