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Ao Soneto "
                                                             Nilo Aparecida Pinto


Rosa de ouro e cristal que, na alta rama
Do pátrio idioma eternamente presa,
Enfeixas, no pudor da tua trama,
O véu de castidade da beleza!

Prefiro, para amar-te, a mesma chama
Da fé, porque és a catedral acesa
Onde rezo, no culto que me inflama,
Minha oração à língua portuguesa!

Soneto, em vão os deserdados da arte
Clamarão contra ti, que os não socorres...
Mas eu me ajoelho para celebrar-te,

Quando, afrontando todos os destinos,
Ergues, ó templo de quatorze torres,
A perpétua aleluia dos teus sinos!


(  Antologia da Nova Poesia Brasileira

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1948  )

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