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" Mulheres e Árvores "
Nilo Aparecida Pinto
Ai da mulher que nunca foi amada, _
Ai daquela que amou, mas, que, infeliz,
Não pode ter humilde e desprezada
A existência gloriosa que ela quis !
Ai daquela, também, que, sendo amada,
Desprezou seus impulsos feminis,
E que, sozinha, ao termo da jornada,
No seu próprio destino se maldiz!
Elas são como as arvores doridas
Que se exilando, estéreis e esquecidas.
Na tristeza dos bosques incolores,
Vivem, à sombra dos ramais abrutos,
Intimidadas por não darem flores
E envergonhadas por não darem frutos!...
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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