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" Canção Ballet "
Mario Quintana
Ele sozinho passeia
em seu palácio invisível.
Linda moça risca um riso
Por trás do muro de vidro.
Risca e foge, num adejo.
Ele para, de alma tonta.
Um beijo brota na ponta
Do galho do seu desejo.
E pouco a pouco se achegam.
Põem a palma contra a palma.
Mas o frio, o frio do vidro
Lhe penetra a própria alma.
" Ai do meu Reino Encantado:
Se tudo aqui é impossível!
Pra que palácio invisível
Se o mundo está do outro lado?"
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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