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Lucio Cardoso 
                              
Lúcio Cardoso, Nasceu em Curvelo, Minas Gerais, aos 13 de Agosto de 1913.
Fez o curso primário em Belo Horizonte, e os preparatórios no Rio de Janeiro.
Estreou muito moço ainda, em 1934, com o romance “Maleita”.

Foi escritor, dramaturgo, jornalista, e poeta. Dizia ele:
"Escrevo para que me escutem — quem? Um ouvido anônimo e amigo perdido
na distância do tempo e das idades. Para que me escutem se morrer agora.
E depois, é inútil procurar razões. Sou feito com estes braços, estas mãos,
estes olhos e assim sendo, todo cheio de vozes que só sabem se exprimir através
das vias brancas do papel, só consigo vislumbrar a minha realidade através
da informe projeção deste mundo confuso que me habita. E também escrevo
porque me sinto sozinho. Se tudo isto não basta para justificar porque escrevo,
o que basta então para justificar alguma coisa na vida? Prefiro as minhas pequenas
às grandes razões, pois estas últimas quase sempre apenas justificam mistificações
insustentáveis frente a um exame mais detalhado".

Em 1962 teve um derrame cerebral e deixou de escrever.
Passou a pintar, chegando a fazer duas exposições.

Faleceu em 1968.

OBRAS:

Maleita (1934);
   Salgueiro (1935);
              A Luz no Subsolo (1936);
     Mãos Vazias (1938);
        O Desconhecido (1940);
Poesias (1941);     
    Dias Perdidos (1943);
    Novas Poesias (1944);
O Anfiteatro (1946);
                          Crônica da Casa Assassinada (1959);
    Diário Completo (1961)



(  Antologia da Nova Poesia Brasileira

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1948  )

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