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" Teresa "
Guiuseppe
Artidoro Ghiaroni
Aos quinze anos conheci Teresa,
doce Teresa que inspirava amor,
sorrindo a todos com igual pureza,
fugindo a muitos com igual pudor.
Aos vinte anos conheci Teresa,
louca Teresa de fatal fulgor,
mentindo a todos com igual tristeza,
amando a muitos com igual ardor.
Bela Teresa! Demasiado bela,
não foi de um homem: muitos foram dela;
muitos a amaram mais do que eu a amei.
Por isso mesmo, que cruel surpresa!
Aos trinta anos conheci Teresa.
"Eu sou Teresa!"... não acreditei!
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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