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          "
Deixem-me Ser como Eu Sou... "
                                                      Gevaldino Ferreira


Esta mágoa de mansinho,
esta serena tristeza
- que é uma alegria ao avesso -
são ainda em meu caminho
o bem maior que conheço.

Eu venho de muito longe,
por mil mundos, sem saber,
e além da vida que é minha
eu vivo a vida da gente
que vive.... mas sem viver...
Vida seca... árvore nua...

Deixem-me ser como eu sou:
de olhos tontos pela rua.
Deixem-me ser sempre assim,
que eu sinto pena daqueles
que sentem pena de mim


(  Antologia da Nova Poesia Brasileira

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1948  )

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