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Aqui Termina o Caminho "
                                                       Emílio Guimarães Moura


Os sinos cantando, as sombras todas se diluindo
dentro da noite.
Dentro da tarde, o teu grave pensamento de exílio
Por que ainda esperas? Aqui termina o caminho.
aqui morre a voz, e não há mais éco, nem nada.

Por que não esquecer, agora, as imagens que
tanto nos perturbaram
e que inutilmente nos conduziram
para nos deixar de súbito na primeira esquina?

Essa voz que vem não sei de onde,
esses olhos que olham não sei o que,
esses braços que se estendem não sei para onde...

Debalde esperarás que o éco de teus passos
acorde os espaços que já tem voz.
As almas já despertaram aqui.


(  Antologia da Nova Poesia Brasileira

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1948  )

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