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" Quase Elegia "
Edison
Cezar de Carvalho
Começo ou fim da avenida, não importa.
O essencial, a Vida, estava no meio.
Casa de café, bar.
Não indaguemos o que era
Tudo é poesia
Para o fim de qualquer cousa comum.
A mesa coberta de toalha branca
Duas xícaras servidas, já bem vazias
E uma moeda. de cinqüenta centavos ao lado.
Alegria, sofrimento, angústia
Estes fantasmas da poesia dos homens e do tempo
Não mancharam o fervor daquela toalha branca
Tocada por mãos lutadoras.
Ali, nada mais, nem mesmo uma palavra
Fim de qualquer cousa comum, porém grande
Porque é filha legitima do homem.
Ali, nada mais, somente uma perfeita integração
Com um vozerio forte vindo da rua
- Fome, luta, o homem vivendo o mundo.
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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