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 "
Poema do Arranha-Céu "
                                                        Dirceu Quintanilha
-1918


Veste o vestido cor da noite,
Eu hoje vou embebedar-me de valsas
Para poder chorar...

Veste o vestido das noites
Sem estrelas.
Quero a pureza de uma dama antiga
Dentro de ti.
Dá-me amor, apenas.
O mais puro. O mais humano.
Quero sol na tua sensibilidade.

Eu hoje quero amar.'
Na ausência de todos os sonhos,
Aquela que tu foste...
A inocência do primeiro espanto.
E a queda no vazio
Na vertigem dos mundos descobertos...


(  Antologia da Nova Poesia Brasileira

  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1948  )

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