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" Ofícios "
Cid Silveira - 1910
Para ganhar meu pão, basta que exista
um oficio qualquer, seja qual for:
caldeireiro, engraxate, motorista,
tecelão, alfaiate ou ferrador.
Todo trabalho é nobre quando honesto,
quando não favorece a exploração
e não provoca o mínimo protesto
de outros que também tem seu ganha-pão.
Por mais rude que for, não me intimida
nem me causa aversão nenhum mister.
Porque trabalho, não receio a vida
e espero sempre o que de pior me vier.
Nem todos os ofícios são amenos
como os que para nos sonharam nossas mães ...
Tudo serei na vida, tudo; menos
agente de policia ou laçador de cães!
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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